quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Gay ou cafa? O que teria sido menos pior?

Conheci o Francês numa balada, hãm... digamos, gay, quando numa bela noite de sexta, eu, Samantha e alguns amigos (gays) dela resolvemos sair pra dar risada.

Como estávamos na companhia de vários homens que curtem a mesma fruta que eu, não dei a menor bola para Francês, que tanto Samantha, como um de seus amigos insistiam em dizer que não era GAY! Mas para mim não existiam dúvidas: era alegre e pronto.

Me diverti horrores naquela noite, dancei e cantei como se não houvesse amanhã. Como era a primeira vez que ia pra balada depois de solteira e com o passado devidamente enterrado, fiz questão de apenas curtir a balada e ponto. O que viesse além disso seria lucro. E no fundo no fundo, eu ainda não me sentia exatamente preparada para beijar outras bocas, mas isso é uma outra história.

Lá pelas tantas eu percebo que o tal Francês, que já tinha se mostrando um tanto curioso sobre minha nobre pessoinha, estava tentando algum tipo de aproximação... E Samantha e o amigo me enchendo os ouvidos: “beija ele, o cara não é gay. Beija ele”.

E eu: “ai gente, ele pode não ser, mas parece e pra mim isso já é suficiente pra não querer um ‘chega mais’. Gosto de homem com cara de homem, poxa! Tem jeito de não amolar? Além disso, ele não falou nada pra mim, se quisesse tinha tentado algo, certo?”

Ok, até que pararam com o momento casamenteiro e resolveram dançar. E como dançaram, Samantha e a bixarada estavam um tanto ‘dançarinos’ demais naquela noite.

Até que, de repente, o que vejo? Samantha e o Francês no maior beijão no meio da pista!

Só dei aquela olhadinha, rachei o bico e deixei quieto. Porém, toda via, entretanto, ao ver os dois se beijando pensei: peraí, esse beijo não tá com cara de gay não!? Olha só o Francês na pegação! Assim, eu fico com vontade também, droga!
Mas assim, se quer ficar comigo, sinto muito, TEM QUE SER COMIGO E MAIS NINGUÉM. Agora que não beijo meeeeeeeeeeesmo, nem se ele chegar me agarrando.

E continuei a noite como se nada fosse. Em compensação o sr. França ficou um pouco murchinho. Não sei se por ele saber que eu o tinha visto na pegação e que agora isso reduziriam (ou anulariam) as chances dele para um aproach comigo... ou por em seguida, mas em seguida meeeeesmo, Samantha ter se entrosado com um outro rapaz (que meudeusdocéu, eu nem tinha olhado direito pra ele antes pq, assim, no meio da balada GAY, um cara lindo daquele não podia ser homem, né? Mas era... E Samantha aproveitou bem, né amigam? rs).

Mas enfim, lá pelas tantas, o moço, já bodeado resolve ir embora. Vem, me dá um abraço e diz algo do tipo: “A gente não teve chance de se conhecer hoje, mas espero que não faltem oportunidades”. E eu, toda solícita, simpática e já com segundas intenções por estar embriagada com o cheiro do maldito perfume-maravilhoso-que-tinha-cheiro-de-homem-que-te-pega-de-jeito dele respondi que com certeza não faltariam.

Passaram alguns dias e lá estava o Francês me ligando (óbvio, descolou meu telefone com Samantha). Papo vai, papo vem, depois de um certo desencontro causado pela agenda movimentada da moça aqui que acabara de descobrir os benefícios das baladas, resolvemos marcar de ir ao cinema. Ah, colega, aí foi a perdição...

Eu, com receio de beijar um cara diferente, depois de cinco anos beijando a mesma boca, resolvi encarar o desafio, mesmo com medo de pensar no ex na hora e tudo mais. Tamo aqui, só os dois nessa sala escura, filme chato passando, que melhor remédio a não ser beijar, némesmo?

Aí foi! Que lembrar de ex, que nada! O Francês, que de gay não tinha nada (realmente!), beijava que era uma beleza... E melhor, morava perto da minha casa!

Depois de alguns dias, telefonemas, mensagenzinhas no orkut e toda aquela coisa que só homem sabe fazer quando tá afim de iludir alguma otária em potencial, a anta aqui já estava se achando a próxima compradora de presentinho no dia dos namorados que se aproximava, né?

Aí começou a enrolação. Homem é foda, né, vamo combiná!? Eles sempre sabem quando a bonita já está totalmente na deles, aí começam a desprezar. É incrível como a gente ainda se deixa cair nessas! Tsc tsc tsc...

O Francês começou a ficar ‘ocupado demais’ com o trabalho, sem tempo pra nada, principalmente para a pessoa aqui, óbvio! Vários perdidos depois, um belo dia, ou melhor, numa noite máster fria ele resolve aparecer lá em casa cheio de amor pra dar. Aí pronto, já esqueci de todos os perdidos que tinha ganho nas últimas semanas. E as visitas pareciam que seriam freqüentes. Ledo engano...

Muitos dias depois e muitas mensagens da imbecil aqui depois, eis que o Francês entra no msn e resolve puxar papo. Toda felizinha pergunto: E aí, quais as novidades? Aí vem a bomba (quem pergunta o que quer, ouve, ou melhor, lê o que não quer): “Então Carrie, voltei com a minha namorada”.

Hã? Peraí! Como assim voltou com a namorada? Não era ele quem não tinha tempo pra nada, que tava trabalhando como louco? Como assim agora tem tempo até pra reatar namoro?! Aaaaaaaaaaah faça-me o favor né!? De gay o moço acabara de ser promovido a cafa e, eu, de assinar meu atestado de Donatela Fontini da vez!

Só faltei responder um: ‘Parabéns, seja feliz’, mas meu sarcasmo não permitiu tal gentileza. Comecei a dar várias patadas no ‘loverboy’. Até que ele se ligou e resolveu perguntar: “Ei, pq vc tá me tratando assim?”

E seguiu-se o seguinte diálogo:

- Ah, Francês, tenha dó. Vamos ser sinceros, vc fala pra uma pessoa, cujo seu único grau de afinidade resume-se a beijo na boca, que está namorando e acha que vai continuar tudo numa boa, tudo normal? Fala sério!

- Como assim só beijo na boca? Meu contato com vc não era apenas com essa intenção!

- Ah não? Pq, tinha mais alguma coisa além disso? Se tinha, desculpe, mas eu não havia sido informada...

- Claro que não Carrie, eu te considero uma amiga. Eu gosto muito da sua amizade e não quero perdê-la.

- Sorry gato, se o tipo de relacionamento que vc tinha comigo não era só esse, me desculpe, pq o meu com vc era só esse: BEIJO NA BOCA!

E desliguei o computador.

Dias depois, ao encontrar Samantha, o ex gay, ex cafa e agora menino arrependido, começou a perguntar de mim para ela e, vira e mexe, vem tentando puxar assunto comigo via msn (sendo que já está devidamente deletado da minha lista de contatos...).

Vai entender né? Quando eu estava lá, toda cheia de amor pra dar o bonito nem se interessava em saber se pelo menos eu estava viva, agora que já não faz a menor diferença saber se ele continua respirando ou não, vive dando uma de preocupado e solícito! Ora faça-me o favor!

Antes ele realmente fosse gay!

3 comentários:

Unknown disse...

Querida, francês adora ser chutado.
Acredite!
Trabalho numa multinacional francesa. Solícito e simpático não dá ibope, o q dá, são os grossos e arrogantes.
Eles gamam!

Joey Tribbiani disse...

todo castigo pra francês é pouco!

Samantha Jones disse...

Gente mas a parte mais importante dessa história sou eu kkkkk
Vou me retratar....eu beijei o francês por que tenho o mal costume de experimentar os amigos para depois indicar pras amigas hahahaha.
Carrie você arrasou com ele no final gata, eu que o diga viu...