segunda-feira, 29 de setembro de 2008
"Aquela do médico ao telemóvel"
Acho que algumas pessoas esquecem que nem todos tem serviços tranquilos, onde podemos escrever diretamente. Mais uma vez, indignado nesse blog.
Realmente ainda possuo um "arquivo" de histórias imenso, porém, esse relógio maldito não me dá uma folga, e quando dá, aparecem problemas de saúde ou problemas familiares em geral.
Meus posts nesse blog estão agora que nem o metrô de São Paulo em horário de "pico", trabalhando com velocidade reduzida e com maior tempo de paradas! rs
Aproveitando meu "excesso de falta de saúde", vou deixar um pouco de lado as histórias românticas, em que sempre me "lasco", e contarei uma coisa engraçada que me aconteceu nesses últimos dias.
Há um mês e meio, tive um problema de saúde enquanto dirigia. Meu corpo começou a formigar por completo, minha língua ficou mole e não conseguia falar direito. Passei a direção do carro para um amigo, que me levou direto para o hospital. Fiquei em observação algumas horas e depois o médico me deu alta, pedindo para visitar um Neurologista e um Cardiologista. Ai que começou a trama.
Tenho 2 planos de saúde e mesmo assim consegui marcar médico somente 3 semanas depois do ocorrido. O primeiro médico foi o neuro. Consulta marcada para às 16h. Odeio atrasos, principalmente em médico e como "Murphy" me ama, fui atendido com 1 hora e 20 de atraso!
Quando eu subo para a sala do médico, a minha primeira surpresa: o doutor era um ET! Fala sério, cara estranho, muito estranho. E quando ele abre a boca, a minha segunda surpresa: "ele era importado", "gringo", mal falava português. Com muito esforço consegui entender o que ele disse, que foi "OI, em que posso ajudá-lo?". Comecei a falar tudo o que tinha me acontecido, e ele abriu a boca novamente " Bla bla bla wiskas sashe".
QUEEEE??? E ele torna a falar " Bla bla bla wiskas sashe". Minha mãe me deu educação e usando-a informei ao médico que não entendia direito o que ele dizia. De repente: " O que é isso, o ET tá ficando verde, tá virando o HULK". Isso mesmo, o médico ficou nervoso comigo. Começou a reclamar, com certeza ele me ofendeu naquela língua estranha que ele dizia, mas não entendi nada e fiquei com cara de "taxo" na sala dele. Também comecei a ficar nervoso com aquele péssimo atendimento. Como se não me bastasse, o telefone dele tocou "Atende o telemóvel, atende o telemóvel, atende a porra do telemóvel". Pronto, só me faltava essa, o "profissional de saúde" deixou o paciente de lado para falar na "porra do telemóvel"...
Ficou 36 minutos contados ao telefone e assim que ele desliga faz outra ligação. Nessa hora era eu que falaria outra língua e ofenderia esse "profissional da saúde". “PORRRRRAAAAAAAAAAAAA, que merda de neurologista era esse? Tá me treinando é? Quer ver o nível do meu stress? Tá conseguindo”, pensava comigo mesmo.
Mais 20 minutos se passaram e finalmente fui atendido. O que ele fez? Mediu minha pressão, meu coração, me receitou um calmante tarja preta e ainda pediu retorno em 30 dias. Sabe quando eu vou lá de novo?
...
Três dias depois, fui ao outro médico, o cardiologista, que provavelmente queria testar meu coração também, pois a consulta estava marcada para às 16h e eu passei às 17h15! Quando eu finalmente subo na sala vem meu pesadelo novamente : NÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOO, mais um ET, não. Entrei na sala do "profissional de saúde, e pelo menos esse, já estava no celular, falando uma língua desconhecida e eu só conseguia entender o nome do cidadão que estava no outro lado da linha "Ermenegildo" ( estou usando um nome fictício, pois o nome dele não é nada comum! rs ). Quando entrei na sala ele pediu para me retirar, pois estava em uma ligação pessoal.
Depois de mais 10 minutos, ele me chama e me pergunta " Bla bla bla, tudo bem?". Ufa, esse ai eu entendo um pouco. Foi mais atencioso e me repreendeu por não tomar mais cuidados com o coração, porque eu fumo e por ser Corinthiano... Pelo menos foi um pouco melhor que o outro.
De repente: "Atenção, esse telefone está sendo chamado e é monitorado pela sua patroa". De novo não! Meu ‘eu’ interior gritava, chorava, enquanto meu ‘eu’ exterior ficava com cara de bunda. Seria melhor ir direto em um proctologista então, pois a minha "bunda na cara" tava muito visível. 20 minutos depois, o tal "Ermenegildo" teve que desligar, e finalmente fui atendido de forma correta.
Quando eu chego em casa, vem a minha maior surpresa: Eu sabia que aquele nome "Ermenegildo" me era conhecido. Fazendo um comparativo, descobri que os dois médicos que eu passei eram irmãos, ou primos. Vi que é de família ser relaxado e não atender os "moribundos" de forma correta.
Vou te contar viu, cada uma que a gente passa...
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Aventuras de um sábado à noite
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Bem, nem sempre nossas epopéias envolvem homens (não como o principal foco do assunto) e/ou romances fracassados, mas tudo é motivo para virar uma aventura desvairada. Até mesmo uma simples noite de sábado...
Numa dessas tãããão esperadas noites do fim de semana, eu e Charlotte resolvemos ir ao show da banda adolescente mais bombada do momento (sim, nós já somos velhas pra pagar pau pra um bando de muleques-bonitinhos-que-tocam-um-instrumento-qualquer – e pior achar a música deles boa –, sim é um puta mico admitir isso e, sim, só teria pivetes no lugar, mas e daí?).
Preparamo-nos psicologicamente para o evento durante tooooooda uma semana: “Caramba, a gente vai ter coragem de enfrentar um monte de menininha histérica gritando pelo vocalista-gato-pivete?”, “Vamo sim amiga, pelo menos risada a gente vai dar”, “Ok, vamos enfrentar a pirralhada!”.
Vc comprou ingresso antecipado pra ver a tal-banda-bombada-de-adolescentes? Nem nós! E é aí que mora o perigo... As duas bonitas, mesmo sem ingresso, mesmo sabendo que só os cambistas teriam tal produto para vender, resolveram ir assim mesmo, só com a cara (de pau) e a coragem, na esperança de gastar no mááááximo uns 50 reais pelo famigerado convite (e olhe lá!).
Chegando ao lugar do show uma fila giganteeeeeeeesca, dessas dignas de... nem sei exemplificar com o que parecia a tal fila, pq era tanta gente, digo, tanta menina junto que não dava nem pra comparar com nada. Um absuuuuuuudo!!! Nunca ia imaginar que existisse tanta adolescente endinheirada, histérica e sei lá mais o que. Fiquei bege ao ver tamanha aglomeração! Juro, tinha mais menina na fila pra entrar no show do que doido querendo comprar o ingresso da Madonna (uma parada REALMENTE insana!).
Inicia-se nossa busca por um par de passaportes-da-alegria (?)... Paramos TODOS os cambistas ou supostos cambistas que encontramos pela frente. A resposta deles para a nossa pergunta tolinha (Moço, tem ingresso pro show?) era uma só: “Tenho. CEM REAIS, quer quantos?”.
O quê? Pára tudo! Cem conto pra ver esses muleques cantarem: “Nhééé, pela última vez. Nhééééé, pela última veeeeeez...”, NEM FODENDO meu amigo, o show da senhora-cinquentona-idola-do-pop-no-mundo-todo é só em dezembro, tá maluco?
Sério, eu tive o dom de falar isso pro cara, que me respondeu prontamente: “Nem estudante vai pagar cem reais no show da Madonna, minha filha, se liga! Com a gente o esquema vai ser de quinhentos paus pra mais”. Rá, vai sonhando... Se eu não compro, ele também não vende, certo? Quem sai perdendo mais?
Bom, resolvemos deixar pra lá e apelar pras nossas fontes jornalísticas (mesmo já tendo sido rejeitadas no credenciamento de imprensa devido ao número de jornalistas malucos para cobrir o evento). Na primeira tentativa, nada. Mas a assessora nos prometeu que tentaria nos arranjar algo caso alguém não aparecesse para o começo do show. Aguardemos...
Até que a pessoa aqui, num momento de “epa, acho que tá faltando alguma coisa no meu bolso”, se dá conta de que esqueceu a carteira de habilitação em casa. E o detalhe: era a própria quem estava dirigindo e não havia a possibilidade de pedir para nenhuma outra pessoa fazer o trajeto Vila Olímpia – Zona Leste dirigindo de volta, já que Charlotte não tem autorização para tal!
Que beleza! Dona Carrie ainda comete a gafe de avisar a amiga sobre o tal lapso. A amiga (óbvio) ficou branca, amarela, roxa, rosa, tudo quando foi cor quando ouviu as palavras mágicas, afinal, estamos em tempo de lei seca, e lei seca é o mesmo que dizer: a polícia tá na rua. Só ali onde a gente estava tinha, tipo, umas 10 viaturas ou mais ao redor...
Maravilha! Apela pra São Cristóvão, Deus e todo mundo, esquece a porcaria do show e toca pra casa antes que aconteça o pior (já que a nossa sorte não estava lá essas coisas).
Eu disse sorte? Sim, cedo demais para falar em azar...
Ao entrar no carro, pegar a avenida próxima ao local do show, com o que nos deparamos? Uma blitz policial, mas é claro!!! Pernas tremendo, respiração cachorrinho, nem uma agulha passando, policiais com trabucos enoooooormes olhando carro por carro, eu já ensaiando o discurso pro ‘seu guarda’ tipo: “Habilitação? Não serve meu cartão do banco e o documento do carro? É tudo q tenho aqui”, e no outro lado do cérebro pensando: “Meu Deus, não me deixa fazer o carro morrer enquanto espero o moço da frente passar, por favoooooooor!”.
Até que... Passamos direto, ninguém quis parar as duas meninas xaropes e investigar o carro. Ufa!. Olho pra Charlote, ela está dura, estática no banco do passageiro, mas ainda respirava (querendo me fazer parar de respirar, é claro, mas tava viva!).
Saindo daquele perrengue, vem outro: como voltar pra casa estando ali? Deu branco! Não conseguia lembrar o caminho. A única coisa que sabia era que precisava pegar a avenida no sentido contrário, mas pra isso ia ter que passar pela blitz dinovo. Melhor não...
Rodamos um tempinho e resolvemos ir pela Marginal, que para todos os lugares leva e dificilmente teria guardinhas parados no meio do caminho. Vamos nós, rumo a Z/L! Nessas, Charlotte já nem olhava mais direito pra minha cara e no mínimo pensava: “Nunca mais eu saio com essa doida!”. Até que chegamos na minha casa (peguei a habilitação) e fui deixá-la na casa dela. Chega de badalações frustradas!
Deixando-a em sua residência, Charlotte só me lança um: “Cara, realmente sair com vc é sempre uma aventura”. Será? Imagina, só um pouquinho de emoção num sábado sem nada pra fazer... Foi tudo premeditado! hahaha
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Aquele do Blind Date
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Gay ou cafa? O que teria sido menos pior?
Como estávamos na companhia de vários homens que curtem a mesma fruta que eu, não dei a menor bola para Francês, que tanto Samantha, como um de seus amigos insistiam em dizer que não era GAY! Mas para mim não existiam dúvidas: era alegre e pronto.
Me diverti horrores naquela noite, dancei e cantei como se não houvesse amanhã. Como era a primeira vez que ia pra balada depois de solteira e com o passado devidamente enterrado, fiz questão de apenas curtir a balada e ponto. O que viesse além disso seria lucro. E no fundo no fundo, eu ainda não me sentia exatamente preparada para beijar outras bocas, mas isso é uma outra história.
Lá pelas tantas eu percebo que o tal Francês, que já tinha se mostrando um tanto curioso sobre minha nobre pessoinha, estava tentando algum tipo de aproximação... E Samantha e o amigo me enchendo os ouvidos: “beija ele, o cara não é gay. Beija ele”.
E eu: “ai gente, ele pode não ser, mas parece e pra mim isso já é suficiente pra não querer um ‘chega mais’. Gosto de homem com cara de homem, poxa! Tem jeito de não amolar? Além disso, ele não falou nada pra mim, se quisesse tinha tentado algo, certo?”
Ok, até que pararam com o momento casamenteiro e resolveram dançar. E como dançaram, Samantha e a bixarada estavam um tanto ‘dançarinos’ demais naquela noite.
Até que, de repente, o que vejo? Samantha e o Francês no maior beijão no meio da pista!
Só dei aquela olhadinha, rachei o bico e deixei quieto. Porém, toda via, entretanto, ao ver os dois se beijando pensei: peraí, esse beijo não tá com cara de gay não!? Olha só o Francês na pegação! Assim, eu fico com vontade também, droga!
Mas assim, se quer ficar comigo, sinto muito, TEM QUE SER COMIGO E MAIS NINGUÉM. Agora que não beijo meeeeeeeeeeesmo, nem se ele chegar me agarrando.
E continuei a noite como se nada fosse. Em compensação o sr. França ficou um pouco murchinho. Não sei se por ele saber que eu o tinha visto na pegação e que agora isso reduziriam (ou anulariam) as chances dele para um aproach comigo... ou por em seguida, mas em seguida meeeeesmo, Samantha ter se entrosado com um outro rapaz (que meudeusdocéu, eu nem tinha olhado direito pra ele antes pq, assim, no meio da balada GAY, um cara lindo daquele não podia ser homem, né? Mas era... E Samantha aproveitou bem, né amigam? rs).
Mas enfim, lá pelas tantas, o moço, já bodeado resolve ir embora. Vem, me dá um abraço e diz algo do tipo: “A gente não teve chance de se conhecer hoje, mas espero que não faltem oportunidades”. E eu, toda solícita, simpática e já com segundas intenções por estar embriagada com o cheiro do maldito perfume-maravilhoso-que-tinha-cheiro-de-homem-que-te-pega-de-jeito dele respondi que com certeza não faltariam.
Passaram alguns dias e lá estava o Francês me ligando (óbvio, descolou meu telefone com Samantha). Papo vai, papo vem, depois de um certo desencontro causado pela agenda movimentada da moça aqui que acabara de descobrir os benefícios das baladas, resolvemos marcar de ir ao cinema. Ah, colega, aí foi a perdição...
Eu, com receio de beijar um cara diferente, depois de cinco anos beijando a mesma boca, resolvi encarar o desafio, mesmo com medo de pensar no ex na hora e tudo mais. Tamo aqui, só os dois nessa sala escura, filme chato passando, que melhor remédio a não ser beijar, némesmo?
Aí foi! Que lembrar de ex, que nada! O Francês, que de gay não tinha nada (realmente!), beijava que era uma beleza... E melhor, morava perto da minha casa!
Depois de alguns dias, telefonemas, mensagenzinhas no orkut e toda aquela coisa que só homem sabe fazer quando tá afim de iludir alguma otária em potencial, a anta aqui já estava se achando a próxima compradora de presentinho no dia dos namorados que se aproximava, né?
Aí começou a enrolação. Homem é foda, né, vamo combiná!? Eles sempre sabem quando a bonita já está totalmente na deles, aí começam a desprezar. É incrível como a gente ainda se deixa cair nessas! Tsc tsc tsc...
O Francês começou a ficar ‘ocupado demais’ com o trabalho, sem tempo pra nada, principalmente para a pessoa aqui, óbvio! Vários perdidos depois, um belo dia, ou melhor, numa noite máster fria ele resolve aparecer lá em casa cheio de amor pra dar. Aí pronto, já esqueci de todos os perdidos que tinha ganho nas últimas semanas. E as visitas pareciam que seriam freqüentes. Ledo engano...
Muitos dias depois e muitas mensagens da imbecil aqui depois, eis que o Francês entra no msn e resolve puxar papo. Toda felizinha pergunto: E aí, quais as novidades? Aí vem a bomba (quem pergunta o que quer, ouve, ou melhor, lê o que não quer): “Então Carrie, voltei com a minha namorada”.
Hã? Peraí! Como assim voltou com a namorada? Não era ele quem não tinha tempo pra nada, que tava trabalhando como louco? Como assim agora tem tempo até pra reatar namoro?! Aaaaaaaaaaah faça-me o favor né!? De gay o moço acabara de ser promovido a cafa e, eu, de assinar meu atestado de Donatela Fontini da vez!
Só faltei responder um: ‘Parabéns, seja feliz’, mas meu sarcasmo não permitiu tal gentileza. Comecei a dar várias patadas no ‘loverboy’. Até que ele se ligou e resolveu perguntar: “Ei, pq vc tá me tratando assim?”
E seguiu-se o seguinte diálogo:
- Ah, Francês, tenha dó. Vamos ser sinceros, vc fala pra uma pessoa, cujo seu único grau de afinidade resume-se a beijo na boca, que está namorando e acha que vai continuar tudo numa boa, tudo normal? Fala sério!
- Como assim só beijo na boca? Meu contato com vc não era apenas com essa intenção!
- Ah não? Pq, tinha mais alguma coisa além disso? Se tinha, desculpe, mas eu não havia sido informada...
- Claro que não Carrie, eu te considero uma amiga. Eu gosto muito da sua amizade e não quero perdê-la.
- Sorry gato, se o tipo de relacionamento que vc tinha comigo não era só esse, me desculpe, pq o meu com vc era só esse: BEIJO NA BOCA!
E desliguei o computador.
Dias depois, ao encontrar Samantha, o ex gay, ex cafa e agora menino arrependido, começou a perguntar de mim para ela e, vira e mexe, vem tentando puxar assunto comigo via msn (sendo que já está devidamente deletado da minha lista de contatos...).
Vai entender né? Quando eu estava lá, toda cheia de amor pra dar o bonito nem se interessava em saber se pelo menos eu estava viva, agora que já não faz a menor diferença saber se ele continua respirando ou não, vive dando uma de preocupado e solícito! Ora faça-me o favor!
Antes ele realmente fosse gay!
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Aquele do ABC
Um tempo atrás eu trabalhava numa empresa que (graças a Deus) teve uma certa rotatividade nas recepcionistas, aproveitei bastante...
Uma delas eu achei super interessante, tinha um nome exótico, era baixinha, lindinha, gostosinha, meio doidinha, o que me assustava um pouco, mas e daí, né?
Conversamos dias e nada de nada acontecer, até que um grupo de amigos me chamou para ir em alguma cidade do ABC (não lembro exatamente qual) que iria ter show de uma banda muito boa. Detalhe, já tinha marcado um cinema com ela, mas juntei as oportunidades e fomos para o ABC.
Aí começou meu pecado, como havia terminado um namoro de 3 anos, queria mulheres fáceis, nada de muito envolvimento, compromissos de casal, nada disso. Queria sexo e acordar sozinho... Não foi nada difícil manter um contato com algumas amigas dispostas a isso, porém comecei a enxergar todas mulheres como participantes desse alegre networking.
Voltando a amiga em questão, no caminho para o show, fizemos a alegria de um taxista que quase pára o carro pra assistir a pegação. A uma quadra do local do show, numa esquina escura a coisa pegou fogo, só não teve o ato em si... Bom, chegamos no show, bebida, amigos, tudo se acalmou, na volta levei para minha casa, crente que ela seria mais uma amiga praticante do sexo sem compromisso, ledo engano, tratei-a sem muito carinho (na verdade sem o carinho necessário para a situação) e descubro que a baixinha-lindinha-gostosinha-meio doidinha era... virgenzinha... Me senti malzaço! Não consegui não procurá-la depois e tal, saímos mais algumas vezes e quando eu já estava me envolvendo...
Tomei um pé...
terça-feira, 19 de agosto de 2008
A epopéia dos políticos...
OBS: esse texto (que na verdade foi uma troca de emails entre Sam e eu) que nos deu a idéia de criar esse blog.
Num sexta-feira, véspera de feriado prolongado, o povo lá de onde eu trabalhava me ligou lá dos Emirados Árabes pedindo pra eu ir lá no escritório (ex-local de trabalho) pegar uma fita com umas entrevistas, fazer a transcrição e mandar pra eles por email.
Lá fui eu rumo ao Itaim Bibi – um dos lugares onde tem mais trânsito na cidade de São Paulo (imagine numa sexta-feira!?) - toda saltitante e felizinha pq ia ganhar uma graninha pra fazer um trampinho FÁCIL!
Ledo engano...
A história virou uma epopéia! (Pq afinal de contas, eu só me fodo nessa porra! hahaha).
Primeiro demorei quase uma hora num buz maaaaster lotado pra chegar lá na Tabapuã, sendo que o caminho normal demoraria em média uns 20 minutos.
Chegando lá o porteiro não quis me deixar entrar... Lógico, eu não trabalhava mais lá! E se eu quisesse ‘reaver os meus direitos’ e levar algumas coisinhas embora pra fazer jus a alguma dívida da empresa?
Eu, sem crédito no celular não tinha como ligar lá pro final do fim do mundo pra pedir pro meu ex chefinho ligar pro cara e pedir pra ele me deixar subir.
Chavequei o porteiro até umas horas (que era beeeeeeem porteiro mesmo, tipo aquele que contava piadas na falecida – que deus a tenha! – 89fm), aí vi que não ia ter jeito, fiquei com raiva, fui até o banco pra pôr crédito na bosta do celular e fazer a maldita ligação.
Achei uma banca de jornal, comprei um cartão com 15 contos de crédito, e bora ligar pras Arábias!
Volto eu no prédio pra ligar pra fazer a ligação na frente do porteiro, que não cansava de repetir como um disco riscado: “Eu não posso deixar vc subir, pq o seu Fulano tem meu telefone e não me ligou pra avisar q vc vinha pe pe pe pe pe pe pe pe...”
E eu, pouco irritada, só respondi: “Já entendi!” (faltou dizer o PORRA no final, mas preferi guardar a palavra delicada só pra mim mesma hahah).
Depois de discar os duzentos números da chamada internacional umas 15 vezes, pq a ligação não completava, eis q consigo!
Só falei assim: “Fulano, fala aqui com o porteiro” e passei o telefone pra ele e a ligação caiu! Entre essas 6 palavrinhas, é preciso ressaltar que se foram mais de 6 reais de crédito! UM REAL POR PALAVRA!!! É mole?
Mas, depois da ligação 'caída'... Ele ligou de volta! Ufa!
O porteiro atendeu, pratos limpos, história resolvida, ele finalmente me deu a chave!
Subi, tentei abrir a porta e....
NÃO ABRIU!
Será q eu fiquei irritada?
Magiiiiiiiiina...
Desci com aqueeeeeeeela cara de "vou matar esse tiozinho". Só fiz assim: “A chave nem gira na fechadura”.
E o maledeto todo sem jeito, dá uma olhada no número da chave e fala: “Ai dona Carrie, desculpa, essa é a chave da sala da frente!”
Óóóóódio.
Peguei a chave certa e fui lá dinovo. Tinha q pegar a fita q estava em cima da mesa, ouvir pra ver se estava certa e ir embora, certo?
Pois então, tinha umas CIIIIINCO fitas em cima da mesa! Uma delas dentro do gravador. aperto o play do gravador e...
NADA!
Sem pilha! hahahaha eu mereço!
Fucei o escritório inteiro e não achei as pilhas aí só pensei: “Vou levar essa fita mesmo q tá no gravador, não lembro se ele falou q era essa, mas enfim, como sou cagada mesmo deve ser a fita errada e amanhã vou perder o feriado vindo aqui pegar a fita certa, fazer o q...”
Tranquei tudo e fui embora.
Devolvi a chave pro porteiro, q pediu milhões de desculpas. Só olhei com aquela cara de: “Tá desculpado, mas NUNCA, JAMAIS, EVER! duvide de minha palavra dinovo!” Hunf!
E lá fui eu pra casa, quer dizer, fui esperar o buz pro Pedrão (Terminal Parque Dom Pedro - sim sou pobre!), q eu sei q passa ali e imaginei: a av. Brigadeiro vai ter menos transito q a marginal (lugar onde passa o outro ônibus q eu podia pegar). Então, vamos esperar o Pedrão.
Passou 953 ônibus, menos o Terminal Parque Dom Pedro, óbvio! A sorte é q não tava frio... 50 minutos depois, eis q vem o famigerado buzuca.
Depois de 1h chego no terminal, e mais quase uma hora chego em casa. Azul de fome e apenas com Tridents na bolsa! Uma beleeeeeeza. Só jantei e já fui fazer a transcrição da tal fita.
Aí q finalmente começa a história de verdade e o verdadeiro óóóódio aos políticos!
Fiquei das 22h30 até 1h30 ouvindo as porras das babozeiras q os caras falam. Parecendo um verdadeiro horário eleitoral no radinho lá de casa! aaaaaaaaaarrrrrrghhhhhhhh!
A tal da entrevista era sobre a CSS - não a banda, mas sim o maldito imposto q vai entrar no lugar da CPMF - foi até interessante no começo, mas vc ficar durante mais de uma hora ouvindo a ladainha e parando a fita a cada frase pra anotar EXATAMENTE o q o maldito ser diz, é dose pra elefante! O que a gente não faz por dinheiro, né? Fala a verdade!
Só mais um detalhe: depois de 10, eu disse DEZ páginas de caderno de anotações, eu descubro q ouvi o "PULITÍCU" errado!!! Mereço vai, pode dizer!?
Enfim, horas depois, cheguei ao homem q o Fulano queria: O ACM Neto. E como reconheci o excelentíssimo deputado? Pelo sotaque, é óbvio! Hahaha
Nesse momento já tava pensando: “onde fui amarrar meu jegue? achei q ia ser um jeito fácil de ganhar dinheiro e me ferrei! vai besta gananciosa, vai!”. Outro pensamento: “Como alguém consegue viver em função desses maletas? Os caras só dizem a mesma coisa, só o q muda são os sotaques!” Parece q todos eles estão fazendo discurso, lendo o q falam o tempo todo! Jesuiiiiiiiiiiiis! Como alguém em sã consciência agüenta isso? Só ganhando muito dinheiro pra trabalhar com uma coisa dessas mesmo! Deusmelivreeguarde!
Lá pela meia noite e pouco, depois que transcrevi toda a ladainha do ACM, e toda vez que eu pensava ter chegado ao fim o ‘discursão’, lá ia Fulano e fazia uma pergunta gigante, daquelas cuja resposta dava mais uma página de caderno de anotações. Ô filadaputa! E ainda faltava digitar tudo e mandar por email.
Eu já tava quase chorando, dor nas costas, sem posição pra ficar, nem sentada, nem deitada só pedia: “Pára de perguntar as coisas pra esse maaaaaaala!”
Aí acabou! Digitei tudo (2 páginas de Word sem pular linha! exatos 6330 toques depois) mandei o email às 2h30 da madruga e enfim pude dormir. Aaaaaaaaaaaaaaaaaaffffffff!
Depois dessa nunca mais quero ouvir falar em políticos outra vez, nem que venham pintados e derrubando ouro por onde passarem! No entanto, a recompensa pelo freelinha foi beeeeeem legal. Só me lembrei disso depois q vi um número acompanhado de alguns zerinhos sendo depositado na minha conta hehe.
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Aquela da "broxada" – parte 2
Voltando ao assunto...
Com o sangue pulsando por entre as minhas cabeças, pensei que poderia ser uma peça, uma brincadeira. Poderia ser uma armadilha daquelas incansáveis vendedoras. Imaginei que iriam me zoar, pois pra mim aquela loja era mais que um studio de piercings, era um FAST FOOD! Fazer o que né? A cabeça de baixo falou bem mais alto e eu fui, no dia, hora, minuto, segundo combinado.
Chegando à casa dela tive meu primeiro pensamento negativo: “Que bosta! Não trouxe meu babador!”. Rapazzzzzzzzzzzz que mulher era aquela? Sempre a vi com a roupa do serviço, que até era um pouco colada, mas nem tanto quanto aquela!
Cada curvinha perfeita, e eu pensando: “é nessa curva que meu carro vai capotar!” Mesmo não precisando, ela fez questão da maquiagem (a famosa funilaria e pintura feminina), que cheiro delicioso e que casa arrumadinha (mulher pra casar essa, bonita, gostosa e organizada).
Entrei na casa dela e assim que sentei no sofá fui vítima de um ataque selvagem de hormônios e como "fraco e indefeso que sou", me rendi completamente ao ataque. Mão pra lá, dedo pra cá e quando fui ver, bom, quando fui ver eu vi, e como vi (uma das imagens que não quero nunca que saiam da minha cabeça), que coisa era aquela (Deus daí-me força e um ótimo coração pra agüentar tudo aquilo )?!
Como era uma mulher muito bem organizada, não quis fazer nada no sofá da sala e, ambos já sem roupas, nos dirigimos ao quarto dela. Logo que entrei voltou aquela coisa selvagem que eu tanto gosto, mais não posso entrar em detalhes aqui.
Depois das preliminares perfeitas que tivemos vem a parte ruim da história (sempre tenho que me ferrar mesmo né!), ela me olhou com aquela cara de ‘te quero’ e me disse: “Coloca logo a camisinha que senão não rola nada”.
AHHHHHHHHHHHHHH, ‘chupar bala com papel’ agora? Tudo bem, respeitei a sua 'ordem’ e em questão de segundos peguei a camisinha, que já estava em cima da cama (ela queria mesmo me usar, planejou tudo mesmo, e ainda assim consegui estragar tudo!), e já fui logo colocando.
Até que veio o momento tão esperado. Mas opa, peraí!
NÃÃÃÃOOOOO! - pensei comigo mesmo - O que você esta fazendo? Você nunca fez isso, não me deixa na mão com essa agora!!!! Depois você pode ficar mole à vontade, mais agora nãããããão! Eu não te dou esse direito! Você é parte de mim e eu ORDENO que você levante! Ai meu Deus por que isso comigo agora? Eu não sou tão ruim assim...
Acho que foi o momento mais frustrante da minha vida! Até hoje eu me pergunto o por quê de ‘do nada’ ele ter desanimado. Simplesmente desmaiou, dormiu, hibernou, entrou em coma, deitou, perdeu o gás, ficou com medo... são tantas palavras que podem traduzir o que aconteceu e nenhuma que possa explicar ou que me faça entender!.
Aquela mulher era meu sonho de consumo e acabou virando a noite do meu profundo pesadelo. Não sei o que foi pior, se foi a broxada histórica que tive (a primeira e única!), ou se foi a cara dela - com um olhar maldoso para o meu pobre menino morto - seguida de um sorrido de quem quer rir a noite toda.
Até que ela olha bem dentro dos meus olhos e diz: " Tudo bem, só não venha me dizer que isso nunca aconteceu com você!"
Claro que não aconteceu, porra! Vai zoar a mãe no parto do cabrito! Eu tava quase chorando e ela me solta uma dessas?
Saí da casa dela desorientado, perdi meu mundo, fiquei sem chão, sem céu... Como isso aconteceu comigo? Eu não acredito! Que mulher era aquela que eu perdi de adicionar no "meu livro de culinária"?!
Depois do ‘acontecido’, não tive coragem de marcar outro encontro e esse foi o fim da minha série de piercings. Nunca mais apareci na loja e nunca mais coloquei nem brinco, tanto é que estou tirando os atuais. Que raiva, que raiva...
Aposto que estão todos rindo da minha desgraça, mais homem que fala que nunca broxou é porque nunca transou!.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Não é uma história Gay
Comecei a mudar quando sofri um acidente de moto. Antes dele eu vivia dizendo “Ai Jesus, me leva”. Engraçado, eu peço outras coisas e ele demora pra me atender. Fato é: por pouco não conheci Jesus, e no dia do aniversário dele!
Pois bem, depois do acidente fique mais sociável. Dois anos depois terminei um relacionamento de quatro anos. Fiquei mais sociável ainda. Chorei uns dois dias e achava que estava prontíssima para outra. HAHAHAHAHAHAHA.
Bom, pouco antes do namoro acabar fiquei amiga de menina muito simpática, agradável e que demonstrava possuir uma certa carência de afeto. Foi uma das únicas pessoas no mundo a quem dei confiança sem muitos problemas. Me joguei de cabeça na amizade.
Apesar de desconfiar que alguma coisa estava errada nesta amizade, já que a cidadã fazia comentários e piadinhas que deixavam uma pulguinha atrás da orelha, continuei sendo amiga mesmo assim.
A Dita (vamos passar a chamar a moça assim para facilitar as coisas) vivia falando de um certo amigo que era perfeito para mim. Mas parecia esquecer o assunto quando eu me mostrava interessada. E eu acho sinceramente que ela namora o cara errado, mas isso são outros 500. Outra história. Eu e amigo saímos juntos. Outra história também.
Sempre fui meio lenta também para perceber certas coisas. Ou melhor, eu gostava da Dita como amiga, acho que na verdade não queria ver a real. A ficha começou a cair quando, do nada, durante uma conversinha bem de mulherzinha sobre cosméticos, cabelos, etc e tal, a fulana vira e fala:
- Posso te falar uma coisa, eu acho que você tem cara de piranha. Eu acho legal. Eu tenho cara de santa né, mas eu queria ter essa sua cara de piranha.
Fiquei sem reação, sem entender. Eu com cara de piranha?! Como assim?! Sempre tive cara de nerd, de professora, de brava, mas de piranha....
Nesse dia eu comecei a achar que tinha alguma coisa errada. Engraçada era que eu, super encanada, ia perguntar pras outras amigas se era verdade e, se era verdade porque nunca ninguém tinha me falado isso antes, e todo mundo caía na gargalhada.
Momento de auto-flagelação: deve tá escrito um trouxa bem grande na minha testa.
Momento volta-por-cima: já tratei de apagar. Samantha e Carrie têm me dado umas lapadas pra catalisar (utilizando o vocabulário da amiga engenheira) o processo.
A certeza de que só eu era amiga veio um dia. A Dita simplesmente se jogou no chão e fingiu muito toscamente um desmaio. Ficamos eu e outra amiga olhando uma para a cara da outra meio sem acreditar naquilo. A pessoa coradinha, não tava gelada, abria os olhos um pouquinho para conferir a reação da platéia. Nunca mais consegui olhar nos olhos da Dita. Me afastei completamente e aprendi que ser meio chata tem lá suas vantagens.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Aquela da Loira-avião
Continuamos a troca de recados, até que adicionamos no msn, o papo estava bem interessante, porém como disse antes era noite de lua cheia, ou seja, não podia ter muita conversa, tinha que avançar logo ou deixar pra depois.
Descobri que a linda moça morava bem perto da casa da minha mãe, que tínhamos muito em comum, lugares, pessoas, enfim, ela disse que era uma pena eu morar longe, pois estava querendo papear e não dava para ir muito longe, eu rapidamente disse que naquele momento estava de saída para casa da minha mãe (normalmente não faria isso, mas era lua cheia) e que podíamos nos encontrar naquela noite mesmo. Combinado, local marcado, eis que chego um pouco atrasado, até mesmo para valorizar a ocasião.
Vou chegando próximo a mesa num barzinho bacana, novo e vazio, próximo a delegacia, vejo que a Loira-avião, alta e loira (sei que já falei, mas vale o reforço) era realmente linda, alta e loira, ainda vinha acompanhada de olhos grandes, bom papo, perfume maravilhoso, um vestido curtinho, tipo presente de Natal acumulado, e ainda bebia cerveja! [abre parênteses gigante: falo isso por que odeio sair pra um barzinho com uma gata, peço cerveja ou chopp (o que já é uma incrível variação para a gata escolher) e de repente ela fala: "quero um sex on the beach" ou algum drink desses de merda, desculpe, mas quer beber essas merdas vai num lugar apropriado, barzinho não, explico melhor: essa merda vai demorar, porque nenhum barzinho normal, está preparado para pedidos inusitados, ou suficientemente vazio para pedidos especiais, e como vai demorar a gata vai reclamar pra mim, então terei que chamar o camarada-garçom pra perguntar da merda do drink, então quando chegar essa merda ela vai tomar dois goles e enfiar o canudo no meu nariz dizendo: "prova, vai!", eu concluo que ela não gostou, porque quando gostamos não oferecemos assim, tão de cara, primeiro saciamos nossa vontade e depois se sobrar oferecemos um "teco" (lembrei do tempo de moleque quando alguém saía com lanche na rua.. rs), pronto, agora fecha o parênteses gigante]..
Bom voltando a Loira-avião (que não tem nada com isso porque ela pediu cerveja e cerveja boa, amarga, coisa de gente grande), bebemos muito, lembro do bar encher e esvaziar e a gente bebendo e se beijando (não contei como começaram os beijos porque nem lembro bem). Sei que de repente ela pulou pro meu lado, nos encostamos num cantinho da mesa, que já era canto do bar, e tava pegando fogo, show...
Saímos do bar e no caminho para algum lugar, nem sabia para onde, o pai dela, delegado, ligou, nervoso, mandando ela pra casa. A lua cheia lá em cima riu de mim, eu sei, fiquei na minha, afinal o pai era delegado, a delegacia era perto do bar, senti como se estivesse sendo vigiado (medo!). Ela tava dividida, então, saquei da página 187 do meu caderno de más intenções e mandei: "bom, e amanhã? eu te ligo ou te cutuco?"
Acordei de ressaca, com café na cama...
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Aquela da "broxada" – parte 1
Por isso, serei machista ao extremo de agora em diante. Brincadeira, só queria causar um tumulto básico. Adoro causar! Adoro ser o centro das atenções algumas vezes, tá bom vai, muitas vezes, e, geralmente consigo.
Em uma dessas vezes fui vítima de um assédio sexual por uma turma de garotas de uma loja de piercings. Cheguei a ter nove pedaços de metal espalhados pelo rosto e orelha. Algo de bom essa loja deveria ter, e literalmente fui cliente VIP.
Mas vamos por partes. Loja onde só trabalha mulher já é o primeiro ponto para ter um cliente feliz; oitenta por cento das mulheres da loja eram bonitas., esse é o segundo ponto para a satisfação do cliente; elas me querem, meu Deus que loja é essa, fidelizou o cliente!
A cada piercing colocado era uma transa com alguém da loja e no quinto piercing já havia saído com todas, até com uma feinha que tinha lá.
Como é bom ser bem atendido... Era uma loja onde eu colocava um piercing e levava grátis uma "troca de óleo". Imaginei-me com uns noventa "alfinetes com bolinhas” espalhados pelo meu corpo, onde eu iria parar? Já estava quase sendo barrado nas portas dos bancos de tanto aço que meu corpo possuía.
Algumas vezes me dirigia até lá apenas para dar um oi e, conhecendo quase a loja inteira intimamente, me sentia em casa. Mas como todo bom caçador, existia uma naquele meio que eu não conseguia nada. Sim, com certeza era a mais bonita... Meu Deus que mulher era aquela, com um DOM para furar, que até os lugares que doeram mais foram logo acariciados por aquela mão maravilhosa, e meus olhos não saiam de sua boca e de seu belo par de seios (naturais, mas sempre achei que fossem de silicone, devido ao grau de perfeição!).
Até que um dia, acho que pela fama que eu tinha entre as lojistas, ela me deu bola. Pensei: “OBAAAAAA é a hora da vingança, depois de tantos ‘furos’ que ela fez pelo meu rosto, tá na hora de dar a ela aquela ‘furada’ especial”.
Começamos com papos quentes e percebi que aquela mulher não era de ficar fazendo joguinho, era mais pra decisão mesmo. Convidou-me pra ir à sua casa, ela mora sozinha. Ai ai ai, eu pensava, tenho que fazer duas viagens, pois era muita areia pro meu caminhãozinho.
Pegou um papel, anotou o endereço, o que me fez concluir que realmente ela me queria, mais uma da loja para abusar do meu pobre corpo indefeso... Era a mais gata, a TOP, depois daquela com certeza iria dormir feliz pro resto da vida!
Continua...
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
O retorno ao MSN a gente nunca esquece
Ele foi add erroneamente porque pensei em se tratar de outra pessoa, mas uma vez add se torna amigo né...
Ele começa a conversa:
- Samantha, você vai hoje no bar tal???
- Hã!? Onde fica esse bar?
- Na ponta da Praia ué....
- Como assim ponta da Praia em São Paulo, quem é que tá falando?
- É o Samurai de Porto Alegre ué, não é a Samantha Jones...
- É a Samantha Jones sim, porém de São Paulo!!!
- Nossaaaaaaa você tem o mesmo nome de uma Guria daqui kkkk
- Sem Problemas (eu de saco cheio de responder).
- Me desculpa viu?
- Por nada....
E nem dei mais trela, como o meu MSN era tão balzaco quanto eu, não tinha foto e nem conseguia imaginar a cara do guri..... Deus estava de traquinagem mais uma vez comigo.....
Comecei a entrar diariamente no MSN (velho, sem foto e sem nada) e o tal Samurai sempre aparecia querendo conversa mas era totalmente ignorado..... (burra, como fui burra!)
Até que um dia eu estava de muito bom humor e resolvi responder....conversamos muito, mas muito mesmo, ele achando que eu era uma tiazona e eu achando que ele era um fedelho....
Eis que depois de um mês conversando e sendo super amigos ele resolve me mandar uma foto..... recebo a foto....carrego.... quando abri a foto....
ME AMARROTA QUE EU TÔ PASSADA (essa é pra tia Lily rsrs)
Era o ser mais bonito que eu já vi na face da Terra... .tipo o filho do Brad Pitt com um Deus grego.... pelo-amor-da-mãe-do-guarda... tinha certeza que Deus tava me zoando naquele momento....
O cara era gato, muitooooo gato, gato mesmo, nem sabia mais o que falar.... passado o momento de euforia respondi....
- Obrigada senhor por você ter me add errado.
Hahahahahaha
Não tinha como evitar falar isso....
Ele todo educado... gentil falou que eu estava exagerando... (juro não tava!) e me ajudou a baixar a nova versão do MSN para o meu Micro Balzaco.....
Pensei comigo, gato pra você baixo tudo que quiser hahahaha. Enfim, baixado MSN novo, fotinhos aparecendo começamos a conversar....
E conversamos.... conversamos e conversamos e até hoje conversamos...marcamos de nos ver um dia...
Até uma web cam planejamos comprar pra ficar melhor a parada...trocamos fotos várias vezes e em uma delas é que ele ganhou o apelido Samurai...
Aquele cabelo loiro comprido amarrado só a parte de cima como o do Tom Cruise no filme, saca? Aqueles olhos azuis meio verdes.... e aquele peito... que peito! E que barriga de tanque que eu batia roupa lá facinho o dia todo....
E assim ficamos... virtualmente.. .e continuamos juntos nos nossos papos noturnos, risadas e afins... enquanto não vou pra POA e ele não vem pra Sampa o me consolo em saber que Deus é tão traquinas que colocou aquele gato no meu caminho, mas como não pode facilitar pra mim, esqueceu de mencionar os 1109 km que nos separam.....
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Fardas nunca mais!
Seu Guarda se mostrou interessado na pessoa aqui também, no entanto, ficamos apenas nos olhares. Até que finalmente ele veio, perguntou meu nome, respondi e pra fazer uma graça dei uma esnobada no moço, que foi embora em direção a uma outra moçoila que estava logo ali atrás de mim. Foi até lá, olhou pra ela, e voltou! Rá! Tava no papo!
Voltou e já foi logo dizendo: “Loira, vc tem alguma coisa diferente, não sei o que é, mas é diferente”. Então tá né? Já que ‘eu sou diferente’ e o moço é decidido, vamos ao que interessa. Foi aquela pegação básica, né, quer dizer, básica nada... Que pegada era aquela? Nossa Senhora da Bicicletinha daí-me equilíbrio!
Enfim, ao longo da semana, telefonemas de madrugada, ele me contando que não agüentava a rotina da escola de PM (sim, Seu Guarda tinha acabado de se tornar um... guarda!). Começamos a ficar mais íntimos, e em pouco tempo estávamos namorando. E aí tudo mudou em minha vida!
Seu Guarda veio com pacote completo: sogra mala, filho, ex-mulher, família da ex-mulher... Só coisa boa! Tinha ganhando na loteria, só podia ser! Era muito carma pra um relacionamento só. Mesmo assim, em seis meses estávamos noivos.
Eu, que nunca achei que um dia fosse me casar (eu judiava dos pobres pretendentes, tadinhos. Mas aqui se faz, aqui se paga e foi com Seu Guarda que comecei a pagar meus pecados! Affffff), estava preparando enxoval, visitando casas pra comprar, tudo como manda o figurino. E o pior! Tinha largado completamente a minha vida de ‘devoradora de homens’. Nunca traí, nem olhava para os lados. Era praticamente uma santa, ninguém mais me reconhecia. Mudança de atitudes total! Parecia obra do além! O tal do guarda tinha feito um feitiço pra mim, não era possível...
Mas o que era noivado rápido demais acabou virando uma eternidade. Três anos depois e nada de casamento, pelo contrário: a casa já estava comprada, a reforma estava começando, minha facul quase no fim e o bonito recebendo uns telefonemas suspeitos... emails mais suspeitos ainda. Eu que não sou boba nem nada, e entendo muito bem da arte de enrolar e dar o bonde em namorados, já ressuscitei a barraqueira dentro de mim e rodei a baiana vááárias vezes.
Enquanto isso, a santa mãezinha do Guarda me enchendo o saco, dizendo que eu era louca, que o filho era um santo, que ele deveria ter ficado era com a mãe do filho dele, que ela era muito melhor, muito mais bonita e eu era barraqueira, escandalosa etc etc etc. E eu me achando uma ninguém, gorda, feia, tomando um monte de remédios pra emagrecer e ver se o infeliz me dava mais atenção. Um pesadelo.
Até que um dia veio a confirmação, o cínico tinha amantes, isso mesmo, no plural! Depois de vários barracos, idas e vindas terminamos de vez. 4 anos de noivado, casa comprada, várias dívidas e um pé na bunda...
Eis que resolvo voltar a viver a MINHA VIDA, da maneira que eu sempre vivi. Chega de ficar me sentindo feia, chega de ficar baixando a cabeça para um homem que muitas vezes era grosso e estúpido. CHEGA! Que venham os próximos porque a fila anda. E ah! Dessa vez nada de fardas, por favor!
Meses depois descubro que o bonito iria se casar com uma das amantes! Justo a que mais me deu dor de cabeças, justo a mais baranga, justo a mais grrrrrrrrrrrrhhhhhhhhhhh! QUE ÓDIO! A vaca [perdoem o palavriado, meninas, mas é que a ferida ainda está aberta!) estava grávida!
Ok! Choradeiras e desejos de vingança à parte... Parei e pensei: quem saiu perdendo nessa, Eu ou ele? Quem precisou vender a casa nova (que tinha sido comprada 80% com o MEU dinheiro) e precisaria morar de aluguel? Quem logo mais vai ter que pagar outra pensão alimentícia (porque não podemos esquecer que ele já tem um filho e uma vez safado...)?
Aaaaaaaah, mas não era eu mesmo! Hahahaha
Peguei o dinheiro da venda da casa fiz uma lipo e fui comemorar a minha solteirice em um cruzeiro no Caribe!!!! Arriba!!
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Intercâmbio de seriados – Como conheci o Joey
Quem nunca caiu numa cantadinha do tipo ‘How you doing’?Pois é, do ‘baixo’ dos meus, sei lá, 16 anos (?) – na época – eu caí. E como caí!
Nessa época ele namorava, claro, já viu algum cafa que não tenha uma namorada fixa pra poder esfregar na cara das ‘filiais’? Pois bem. Eu, uma-jovem-e-ingênua-menina, o vi pela primeira vez num parque da cidade, num encontro de uma galera que eu freqüentava na época. Provavelmente por ele estar com a NAMORADA, eu nem notei a presença dele neste dia.
Numa outra ocasião fui ver a banda dele tocar. Sim, um cafa pra ser um cafa completo tem que tocar algum tipo de instrumento (sem trocadilhos, por favor!) em cima de um palco. Passamos o diiiiiia todo juntos. Afinidade total! E a pobre-menina-ingênua (e burra, muito burra!) nem se ligando nas segundas, terceiras, décimas intenções do rapaz, que... NAMORAVA! (é necessário ressaltar que naquela época eu ainda acreditava que pessoas comprometidas não olhavam para outras pessoas com esse tipo de intenção. tsc tsc...)
Bem, lá pelas tantas, depois de esperar pela ‘duzentésima’ banda subir ao palco, eis que Joey, agora meu melhor amigo de infância, me chama pra “ir ali rapidinho" com ele. Santa ingenuidade Batman! Lógico que a Carriezinha foi né?
Chegando no tal “logo ali rapidinho”, viro pra ele e digo:
- Oi, o que vc quer agor......?
Sssssssssssssmmaaaaaaaaaaaaacccccccckkkkkkkkkk!!!
Hã? Como assim? O Joey tá me beijando!? Peraí ow!!! Num tá certo isso não! PÁRA TUDO!!!
Pois é, e como beijou! ‘Taqueopariu’! Isso não se faz com uma menina de 16 anos! É contra a lei! E outra, vc namora meu filho!
Ai meu deus, eu tinha acabado de colocar uns galhos na cabeça de alguém! E o pior: eu conhecia esse alguém, ou melhor, já tinha visto algumas vezes.
Aaaaaaaaaah! Eu era uma safada! =(
Mas peraí, como assim EU ERA UMA SAFADA? Era nada, afinal, eu não tava fazendo nada errado, né verdade? Mas naquela época eu não pensava assim. Então parei tudo e quase dei um tapão no meio das fuças daquele Judas, quer dizer, Joey!
Ai ficamos lá naquele impasse: “pára com isso, não quero, vc namora”, “e daí que eu namoro?, tá mó bom, eu gostei, vc gostou, ninguém precisa saber”, “como assim ninguém saber, EU tô sabendo!”. Enfim... de nada adiantaram meus argumentos. E assim né, tá no inferno abraça o capeta! Já beijou uma vez, pra beijar 2, 3, 4, não vai fazer mais diferença, a merda já tá feita...
Ficamos mais um tempinho juntos aí chegou a vez da banda dele tocar. Volta os dois pra perto da galera que tava com a gente, com as caras mais deslavadas do mundo, como se nada tivesse acontecido.
Instrumentos em punho, Joey em ação, fazendo o show inteiro sem olhar na minha cara. E eu nessa hora, já tava me achando a primeira dama do rock 'n' roll né? Hahahah Santa ingenuidade, Batman (again!). Duas ou três músicas depois, eis que o dito cujo pega o microfone e diz:
- Essa música eu ofereço [olha o coração da Carriezinha saindo pela boca ao ouvir essas 4 primeiras palavras. Sorriso de orelha a orelha... Até que vem as outras 4 palavras] pra minha namorada, Chifronésia!
Como??????????????????
Chandler (fiel escudeiro que também estava no local e era o único que sabia o que havia ocorrido minutos antes entre Joey e eu), apenas coloca a mão no meu ombro e diz algo do tipo: “acho que essa aí que ele tá falando não é vc não...”
Pausa pra esperar meu queixo caído voltar pro lugar....
Que cara de pau! Como assim? O cara acaba de me beijar e vem falar da namorada?! Ah, pára o mundo que eu quero descer!
Mas enfim, depois disso o sr. artista-cara-de-pau descobriu meu telefone, passou a me ligar insistentemente, falar comigo via ICQ (nossa que coisa mais antiga!), email, sinal de fumaça e o caramba. Pediu milhões de desculpas, disse que não sabia porque tinha feito aquilo, etc. Papinho básico de cafa, né, vamo combiná!?
Só que o mais interessante dessa história toda foi que, sei lá por que cargas d’água, acabamos virando amigos! Sim! Muiiiiiiiito amigos por sinal!
O tempo passou, nós ficamos outras vezes, com ele namorando em alguns momentos, com ele querendo terminar o namoro pra ficar comigo noutras (e eu, agora mais espertinha graças-a-deus, não aceitando, pois sabia que ele faria comigo o mesmo que fazia com as outras...) e assim, viramos MELHORES AMIGOS, com direito a telefonemas de madrugada pra pedir conselhos um pro outro sobre namoros, dores de cotovelo e afins! Vai entender, né?
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Aquele da dívida
Dessa vez eu vou falar dela de novo...
Depois de meses, sempre com papinhos por MSN, estava chegando o fim de 2007 e como todo fim de ano tenho por costume fazer um último encontro, resolver algumas pendências, zerar encontros em aberto, coisas assim...
Pra dizer a verdade, eu tinha marcado com outra garota, que prometia muito, linda, alta, loira, siliconada, lipoaspirada, plastificada, mas como dizem: "paguei é meu", então era linda sim...
Bom, depois falo dela, porque naquele dia ela furou, e para não desperdiçar a arrumação que fiz na casa, fui à caça...
21h no MSN numa sexta só tem nerd, MSN que esqueceram aberto no serviço, amigos gringos (fuso horário). Mas eis que lá está ela... eu sabia que se a chamasse ela viria, mas pensei... será que devo... pensei por 1 segundo e chamei...
Ela veio, chegou rápido, eu morava num bairro bem badalado e nos encontramos num bar, papo, cerveja, beijos, mãos, beijos, cerveja, mãos, beijos, mãos, mãos, cerveja, mãos, beijos, mãos, mãos...... bora pra casa...
Em casa sem muito papo... quarto, roupas, beijos e ACTION...
Devo admitir, ela estava cheirosinha, mais enxutinha, tava show...
Bom, aí começou meu desespero:
ela 1 x 0 eu
ela 2 x 0 eu
ela 2 x 1 eu
ela 3 x 1 eu
ela 3 x 2 eu
Aí morri.... preguei! Mas ela... meu Deus... parecia uma retirante frente um prato de carne de sol...
Tentou de tudo... reanimação por choque, boca-a-boca, psicologia, chantagem, mas nada... Paulinho dormiu o sono dos justos...
Ela foi embora afinal tinha a cachorrinha esperando, mas não sem antes conseguir um atestado de dívida meu: fiquei devendo duas...
Explicado o que escrevi no outro post: "...uma pessoa que estou evitando faz um tempo..."?
Sumi...
domingo, 3 de agosto de 2008
Cervejeiro parte 2
Estava a pequena discípula das Burraldas preparando-se para desligar o computador e ir dormir, evitando passar a semana toda com cara de zumbi no trabalho, até que surge uma janelinha do MSN na tela da máquina provocadora de zumbizisses no trabalho:
- Oi minha jornalista, tudo bem? Huahuaahuah
Sim, aquela criatura que nunca havia falado sequer um “feliz natal” para mim via internet resolveu mexer com quem tá quieta...
Primeira reação: “hã? Tô vendo direito? O Cervejeiro tá falando comigo?”. Reação 2: “Como assim ‘MINHA’ jornalista?”. Reação 3 misturada com 4: “O que são essas risadas no fim da frase? Que que eu respondo, ou melhor, como respondo isso”?
Respirei fundo e agi como uma pessoa normal [se é que eu sei agir assim, já que a Samantha costuma me dizer que a gente só atraí pessoas que são parecidas conosco, logo, como só atraio loucos...] e respondi apenas um “Oi tudo bem, e vc?”.
Algumas mensagenzinhas depois, aquele papinho de “o que vc tem feito da vida”, “nada demais, tá tudo na mesma”, “olha que coisa minha vida mudou completamente”, etc. Eis que do nada – isso mesmo DO NADA! – vem uma mensagem que surge na tela do PC como uma voadora no pâncreas:
- Mas e aí, quando a gente vai sair?
Coff, coff, coff! WHAT? Eu li direito, hein? COMO ASSIM? (pausa e dá uma olhadinha pra trás meio que fazendo a pergunta básica: “é comigo mesmo, ou é com a outra que tá logo ali atrás?”). Segundos de dúvidas depois só vem a pergunta que realmente importava: O que eu respondo pra essa pessoa? Será que eu entendi direito? Ai meu deus, e se eu responder “opa, pode ser agora! Quero beijar sua boca tem bem uns 2 anos” e a resposta não atender exatamente ao tipo de coisa que foi intenção do cidadão ler?! Melhor falar que vou combinar com a ex-galera da facul pra reunir todo mundo...
Socoooooooooorro!
Respira cachorrinho, respira cachorrinho, não desespera! Ai, ele tá escrevendo outra mensagem! Melhor esperar e responder só depois.
Segundoa depois vem a constatação, eu não tinha entendido errado:
- Quando eu digo sair, quero dizer eu e vc sozinho!
Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! Vou morrer! Não faz isso que a carne é fraca e o coração nunguenta!!!
Mas vamos lá, não podemos perder a chance outra vez!
Dei corda, apesar de ficar com os dois pés atrás com o nível da conversa. Ele só podia ter tomado muitas doses do líquido amarelo que ele taaaaanto gosta, não é possível. Mas, tá no inferno, abraça o capeta! Se eu tiver pagando mico, sendo testada, sendo vítima de um trote, não pega nada, afinal, não tenho mais que encará-lo na facul e ainda estou protegida pelo ‘anonimato da rede’. So...
Acabou que passei meu telefone (pois é, apesar de nos conhecermos há muiiito tempo, não tínhamos esse tipo de contato) e ele ficou de me mandar “mensagens de madrugada”, segundo palavras do próprio. [Dá pra entender porque eu tava quase certa de que aquilo era fruto de algum tipo de alucinação, bebedeira, surto psicótico ou algo do tipo, né? Quem fala uma coisa dessas em sã consciência? Tem que ser muito besta pra ainda dar corda pra um ser assim, fala a verdade, eu mereço!]
Passaram-se os dias (um bocado deles!) e nada de eu receber as tais ‘mensagens de madrugada’... Naaaaaaaaaaada do celular dizer: vc recebeu uma mensagem de Cervejeiro!
Enfim, ou eu sonhei tudo isso (apesar de no instante do acontecido eu ter dado um jeito de entrar em contato com pessoas que conheciam minha, digamos, 'queda' pelo moço-consumidor-do-líquido-que-Zeca-Pagodinho-venera para ter certeza de que não se tratava de um sonho), ou realmente alguém gosta de se divertir um pouquinho às minhas custas.
Eis que a curiosidade da pessoa aqui foi maior do que a demora por um sinal de vida do rapaz, e esta resolve investigar os fatos. Comprovado o atestado de idiotice crônica: ele NAMORA! Sim, eu disse N-A-M-O-R-A! Com o Orkut cheio de fotos da respectiva (recém colocadas, logicamente para esfregar na cara da anta aqui) e tudo mais.
E o detalhe: ainda me bloqueou no tal site pra eu nem deixar um recadinho do tipo: “olha que bonito, o moço que me chamou pra sair outro dia tem uma namorada”. Finalmente entendi as risadas no final da primeira frase dele no MSN! Os homens estão ficando mais espertos do que podemos imaginar...
Quanto a mim, acho que em outra vida joguei um pouquinho de álcool nas feridas de Jesus quando este estava na cruz, só pode ser.
Lição aprendida com essa história: quando a esmola for demais, SEMPRE desconfie!
Aquela do bate-papo da UOL
É bom ter outra pessoa do sexo masculino para dividir a podridão da cachorrada. Demorei um pouco para virar cachorro, mas também quando aprendi, passei a latir desesperadamente, achando sempre uma “cachorrinha no cio” que pudesse sanar as minhas necessidades biológicas. Porém, sempre durante esse processo, descobria que muitas “cachorrinhas” na verdade eram gatinhas e não galinhas, mas a bosta já estava feita. Elas se apaixonavam, e eu, já com o rabo entre as pernas, saía de fininho em busca de outro rabo de saia. Bons tempos!
Mas como uma das leis do nosso planeta é “Aqui se faz, aqui se paga”, às vezes achava uma “dona” e dedicava todo o meu carinho e atenção, literalmente sentava, deitava e rolava. Um verdadeiro “pau mandado”.
Como “cachorro” sempre conquistei as mulheres que queria, ou grande parte delas, só não conquistei por muito tempo as mulheres que amei (acho que por causa da fama que eu tinha). Mas tudo bem, nada melhor que esquecer um amor fazendo “amor” com várias outras...
Quando era mais jovem adorava o bate-papo da UOL (quem não gostava?), e vivia trocando telefone e e-mails com as mais diversas garotas, loiras, morenas, ruivas, brancas, negras (adoro cardápio variado!)... Sempre marcava encontros, geralmente em shoppings, e, como nunca neguei fogo, sempre comparecia!
Naquela época era difícil as pessoas terem fotos no computador. Scanner era muito caro e câmera digital então era coisa de “patrão”(não sou velho não, a tecnologia que avançou mais rápido do que a lebre quando usou seu primeiro comprimido de êxtase). Mas rapaz, como eu quebrava a cara! Meu Deus do céu, acho que as fôrmas que Deus fez algumas mulheres deveriam ser jogadas fora pra sempre! Outras nem tanto... E numa dessas uma me atraiu profundamente, “amor tosco à primeira vista”.
Claro que ficamos! E o fato dessa garota ser um ano mais velha e ter muitoooooooo mais experiência, me deixava ainda mais apaixonado (aos 16 anos de idade o coração ainda é muito bobo). Aqueles beijos quentes, aquelas mãos bobas que muitas vezes ela fazia questão de me mostrar, e eu tímido, pois em local público, a minha mão dentro da blusa dela, não era uma coisa muito legal para os outros verem...
De qualquer forma viramos “famosos” no shopping West Plaza, pois alguns lojistas faziam questão de ver a nossa “peregrinação” amorosa e o coitado aqui que sempre sofria mais, pois uma mulher excitada não demonstra o “volume de seu ser”, já o homem né?
Bem que eu tentava evitar, ficava pensando na minha avó pelada (algo broxante), pensava que seria preso... Mas nada, absolutamente nada me tirava da cabeça o fato de estar com uma “mulher especial”!
Mas vai tomar naquele lugar, como ela morava longe! Eu não tinha carro, nem idade pra dirigir, e quando não nos encontrávamos no shopping, eu fazia a via sacra duas vezes para chegar na metade do caminho de onde ela morava. Mas meu pobre coração não enxergava o quanto estava sendo idiota, e realmente, pensando bem, nem ligo, gostei mesmo de ser usado por ela, me senti como um hot dog sem pão, porque o que ela queria realmente era a salsicha, ou talvez não.
Foram três longos meses me dirigindo todo final de semana ou para o West Plaza, ou para Osasco, onde a “minha princesa” morava. Sempre que eu chegava em sua casa não tinha ninguém, só ela!
E essa história só terminou do jeito que terminou porque eu fui muito mole (mulher não gosta de homem mole em nenhum aspecto), mas, nunca tinha rolado nada na casa dela, a não ser boas caricias e dedos perdidos.
Estava chegando o meu aniversário, e ela, muito da safada, me ligou e com uma voz sensual, que eu nunca tinha ouvido vir dela (parecia tele-sexo!), disse que queria me ver e que me daria um presente inesquecível.
“Demorou, é hoje que eu afogo o ganso”, disse para mim mesmo.
Aquele dia eu me produzi, cortei o cabelo, deixei a barba, que era só no queixo, feita, escovei os dentes 10 vezes e peguei a minha melhor roupa. Passei na farmácia, e com uma vergonha do cão, comprei camisinha de morango, pacote com seis unidades, e prometi para mim mesmo que só iria embora depois que o pacote estivesse vazio!
Ela marcou de me encontrar no shopping. Mesmo com medo e sabendo que ela era louca, fiquei imaginando a cena, no cantinho do shopping, aquele atentado ao pudor gostoso, sendo apenas interrompido pelo meu “gozo próprio” ou algum policial.
Sete horas da noite, e aquele frio na barriga, eu esperando minha Deusa do UOL aparecer. Dito e feito: ela estava linda, deslumbrante. Eu precisava de um babador para não deixar cair no chão a minha vontade “de jantar” aquele corpo.
Até então que o “aqui se faz aqui se paga” começou (mas fique bem claro que foram os atos dela que contribuíram para me transformar em um cachorro nato!): Ela chegou me dando um beijo no rosto. Tentei dar um beijo na boca dela e fui impedido por aquelas bochechas, que naquele momento de desprezo não eram mais tão apetitosas. Como era fria aquela garota, meu Deus, no dia do meu aniversário me fazer isso!?
Lembro como se fosse ontem, aqueles olhos verdes, mirando diretamente para os coitados dos meus - que já estavam naquele momento querendo morrer afogados -, e me disse com uma voz sarcástica, “Olha no meu dedo”.
Rapaz, que troço era aquele, fala sério? Uma aliança tão grande e tão grossa que mais parecia o Rodoanel!
Lembro que a última coisa que ela disse foi, “Desculpe, mais você foi muito lerdo, pensei que era mais safado”.
AAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH que porra é essa? Tentei respeitar e perdi uma das grandes oportunidades da minha vida, algo que eu mais esperei até aquele momento!
Ela se virou e a última coisa que vi foram aquelas nádegas deliciosas indo embora da minha vida para sempre...
Voltei para casa com um pacote de camisinhas fechado, a cabeça baixa - pois além de partir meu coração, ela destruiu meu desejo - e o quase choro era inevitável...
Agora me perguntem: o que eu aprendi com isso?
Aprendi que respeitar pode significar o término de uma relação. Aprendi a ser cachorro e a “ferver” no primeiro encontro. Por sorte, atualmente estou “encoleirado”, mas uma coisa eu posso dizer por experiência própria: “A culpada de todo homem que vira cachorro é a experiência vivida com uma cadela”.
terça-feira, 29 de julho de 2008
Aquele da cachorrinha chorona
Mas calma que vou começar do comecinho...
Sou três meses mais velhos que ela, nos conhecemos com cinco aninhos, ela era lindinha, minha amiguinha, fomos noivinhos de festa junina, fomos para escola juntos, tudo era com ela, tinha uma grande amizade com o irmão dela, mas acho que essa já era minha primeira crocodilagem.
Ela mudou de casa, de escola, eu também, perdemos o contato, isso ainda aos dez anos, tempos difíceis de telefonar, não existia e-mail, MSN, mas... eis que anos depois surge o bendito orkut e reecontramos (virtualmente ou não) as pessoas da nossa infância, do nosso colégio, etc...
Quando a achei no orkut, meu coração disparou, mas tava lá: CASADA.
Que droga, vou ver as fotos e ainda era um velho careca maldito.
Meses depois não tá mais o CASADA, nem solteira, nem nada, suspeito de que esteja recém-separada, olha suas comunidades e uma me chama atenção: "Homem que trai o pipi cai". Ao ler isso me deu um frio na barriga, afinal sou homem e ninguém merece tal castigo, ninguém, nem o Maluf.... tá bom... talvez ele... e mais uns poucos, mas voltando... depois do susto a felicidade, ela está solteira, nada de fotos, etc...
Comecei uma campanha, deixei recado, trocamos MSN, conversamos durante meses e papo vai e papo vem, então finalmente marcamos de nos encontrarmos, depois de meses.
Mas, por alguma obra maligna, no dia marcado eu não fui, esqueci, sei lá... furei (sou campeão nesse quesito, mas isso eu conto depois)...
Mais meses de papo, muitas desculpas e um novo encontro, dessa vez eu fui, foi beleza, ela foi com amigas para não correr o risco de ficar sozinha no bar de novo, então vamos embora, eu morava pertinho, mas ela foi deixar todo mundo e depois fomos para minha casa, nada rolou, nada demais, uns beijinhos quase da década de 60, mas tranqüilo...
Saímos mais algumas vezes mas com a regularidade das estações do ano, então finalmente fui para seu apartamento, afinal não poderia rolar algo mais caliente em outro lugar, porque ela tem uma cachorrinha que não dá sossego se ela dormir fora.
E lá não foi diferente, a dita cachorrinha perturbando, eu tentando, a cachorra latia, eu tentava, a cachorra chorava e eu com vontade de jogá-la pela janela, foi um drama, mas consegui levar a garota pro quarto e a cadela ficou na porta aos prantos.
Meu estado etílico não era muito avançado (acho), estava careta demais pra achá-la uma princesa, afinal aquela menina linda da infância sofreu com a ação do tempo, as cenas a seguir foram terríveis, a garota não era nada atraente, tava com cheirinho desagradável e quando pensei em sugerir uma ducha prévia fui atacado, ela se soltou de um jeito, me pegou, me beijou, me agarrou, me (não sei se posso detalhar mais aqui, então dessa vez passa), bom, foi péssimo, terminado o round, tratei de me recolher, ela foi ao banheiro e quando voltou eu estava devidamente trajado para ir para meu velho colchão que naquele momento eu imaginava como um copo de cerveja gelada num dia de muito calor em Salvador.
Ela sai do banheiro e solta: "O que é isso?" Neste momento pensei ter feito algo de muito errado, como ter esganado aquela maldita cachorra inconscientemente (conscientemente seria normal).
- Ué, vou pra casa! - respondi sem drama.
- Então é assim? (maldita frase) - ela ficou irritada com minha aparente tranqüilidade.
Num rompante de inteligência fugaz, virei o jogo (com perdão dos novatos na arte de ser Cafa, mas eu mando bem) e mandei: - Você não falou nada, entrou no banheiro, já levou a roupa, achei que seria assim, daí você sai vestida e eu aqui pelado sem saber se você quer que eu fique aqui hoje?
A coitada se sentiu culpada, mas eu não vacilei me mantive forte, ela pediu desculpas e me chamou para dormir lá, eu disse que não ia dar, que já era muito cedo (6 horas, por aí) e tinha compromisso antes do meio dia, ela entendeu, afinal a culpa ajudou.
Fui embora...
segunda-feira, 28 de julho de 2008
How You Doin?
Feita a média vamos aos causos.
Atendendo à pedidos vou contar algumas histórias, boas ou ruins, verídicas ou não, não sei, são apenas histórias...
Peru antes do Natal
Lá estou eu, em casa vegetando em uma noite de quarta-feira. Pantufas, creme no rosto, novela... E eis que minha fiel companheira Miranda me convida via sms para irmos a um bar, mas não é qualquer bar, é um barzinho onde anões são carteiros e entregam correio elegante(!!!) .
Lógico que estava pronta em 5 minutos( ou seria uns 30 até me aprontar lindamente?) e nem um pouco chamativa pois não sou disso...
Passamos na casa de uma amiga antes, a arrastamos e fomos. Sentamos em uma péssima mesa, pois já estava lotado! Detalhe, eu disse que era uma quarta-feira! Tudo bem, o que importa é que é longe do banheiro e podemos circular indo até lá para sermos vistas... Tudo é questão de estratégia.
Dei uma circulada e comecei a receber as mensagens. Muitas por sinal! Também um ser de quase 1,75 com o cabelo amarelo, não podia ser diferente. É praticamente um ponto de referência, enfim...
Eis que chega um bilhete de um tal “Zé”. Tão carinhoso, romântico, escreve bem... e desenha! Não tinha como não rolar um interesse, em meio a tantos tiozinhos bizarros, um moço que até sabia desenhar! Tanto que logo descobri quem era o rapaz e gostei do pretê.
Bilhete vai, bilhete vem, os-senhores-da-terceira-idade na mesa ao lado pesando na pobre da minha amiga que tentou ser simpática e o velhinho audacioso querendo selinho! Préstenção?! Será que eles acharam que éramos a Hebe? Afff...
E eu lá nas nuvens com os recados e as olhadas do tal Zé. Tão simpático...
Enquanto isso a Miranda rindo da minha cara, até que o Português que ‘estava a mandar recados’ para a pessoa levanta e aparece na mesa. Quase encartei quando ele falou pra ela:
- Ora pois eu posso lhe conhecer?
HUAHAUAHAUA
E a Miranda no auge da loucura não me deu o numero do celular pro Gajo?! Depois ainda fala que é uma anta babante. De vez em nunca sou obrigada a concordar com ela!!!
Mas voltemos ao Zé! Ele me manda um novo correio e esse era “O” recado, aquele que marcaria o encontro na romântica porta do banheiro (!!!). Abro o bilhete e começo a ler... As meninas ansiosas... E eis que eu dou um suspiro e caio na gargalhada:
O Zé na verdade se chama SHESTER!!!!
Colega presta atenção é S-h-e-s-t-e-r com "S”! E para piorar é da Silva! Tem que ser... Não me contive! E o bilhetinho ainda vinha um trocadilho falando que “não era nem da Sadia e da Perdigão”!!! Minha nossa Senhora da Bicicletinha me dê equilíbrio!
Lá fui eu conhecer o ser: um encontro romântico na porta do banheiro! Só eu mesmo... Ele era simpático e tal. Mas quando cheguei na frente dele e este repetiu o nome, agora em alto e bom som, não deu pra segurar: ri, na cara da pessoa!
Comecei a rir e ainda apontei pra ele falei: "SHESTER? Que raio de nome horrível é esse?" Detalhe eu nem tinha falado nada pra ele e já solto uma dessa...
Como o meu irmão fala, vou morrer solteira se não controlar minha língua...
Mas não dava para resistir a uma tiração de sarro né?
Porém... Mesmo com o nominho de doer, resolvi encarar, não tava fazendo nada mesmo e as outras ‘opções’, não eram exatamente opções! E afinal, na guerra urubu é frango!!! Ou seria Shester, nesse caso?
Ficamos e ficamos... Não é que esse Shester rendeu uma “refeição”? Não foi assim uma ceeeeeeia, mas deu pra alimentar um pouquinho essa loira que vos fala. Ainda rendeu algumas outras investidas, mas nada que chegasse até o Natal. E no fim acabei percebendo que “a tal ave” poderia ser chamada pelo nome de uma prima próxima também: Galinha! Achei melhor desistir e dar chance para outros banquetes com um cardápio mais balanceado...
sábado, 26 de julho de 2008
Um dia na vida do ‘bendito-fruto-entre-as-mulheres’
Tudo na vida tem o seu porém. Sempre tem aquela coisa que estraga o momento ou determinada coisa, e, em um blog rosa, nada melhor que um “ser da cor azul” para acabar com o “clube da luluzinha”.
Mas estou aqui, um trágico homem, que assim como elas, também acorda de pé esquerdo, ou melhor direito porque sou canhoto - mesmo sabendo que hoje é sexta-feira - , mas tem que seguir aquela mesma rotina que segue desde os 14 anos: casa, serviço, namorada mal-humorada, chefe com “cara de bunda”, clientes pensando que eu faço pastel, pois querem tudo na hora, trânsito na cidade de São Paulo, acidente de moto na Marginal Tietê, o rádio falhando a maldita antena e nenhum CD para ouvir.
Depois de 1 hora e 40 minutos de o trânsito, chego ao trabalho pontualmente às 7 horas da manhã e percebo que a sala está fechada e a chave, lógico, não esta comigo. Penso: vai ser um dia daqueles! A vontade de tomar aquele café preto para acordar está me matando, mas a porcaria da lanchonete só abre às 8h! O jeito é fumar mais um cigarro, o quinto do dia (já falei que são 7h e pouco da manhã, certo?)
8 horas e nada de alguém abrir a porcaria da sala e às 8h10 chega o chefe, sorrindo (aquele sorriso do capeta), com a chave da sala na mão e tem a capacidade de soltar a primeira frase do dia: “Está atrasado”.
Que porra, nem um bom dia! Mas beleza, vamo trabalhar.
14 cigarros e 10 baldes de café depois, finalmente, hora de ir embora, mas antes de chegar em casa para tomar aquele banho gostoso e tirar a roupa de pingüim – que o povo insiste em obrigar pessoas que não vêem clientes ao vivo nunca terem que vestir -, tenho que fazer a via sacra, já que, com toda a bondade do mundo ofereci carona para 4 pessoas que moram perto da minha casa, mas não tão perto assim.
Chegando em casa, aliviado, faço finalmente o meu almoço no final da tarde, quando sou interrompido por uma senhora de voz muito suspeita me informando que eu tive o privilegio de ganhar, entre milhões de pessoas no mundo, um cartão de crédito! Por mais que eu falasse que já possuo dois, e esses mesmos dois já acabam com a minha renda mensal, ela queria por que queria dizer que um terceiro sempre é bem vindo. Tive que usar a delicadeza que Deus me deu e dizer um longo e sonoro NÃO, para que ela desligasse, mas aí, a comida já estava fria....
Comendo a comidinha fria, novamente toca o telefone, e quem é? A namorada emburrada, pedindo desesperadamente para ir buscá-la no metrô, pois o salto quebrou! Não imagino como as mulheres andam sem essa parte do corpo, o salto, então, lá vou eu atrás dela.
Por que Deus me fez tão bonzinho, me diga? Para a minha surpresa, o salto só não era maior do que o tamanho da tromba dela em perder o seu sapato de número, sei lá, 13?! (porque vai ter sapato assim lá longe!).
Fomos para a casa dela e imaginei que teria paz, conseguiria jogar meu tão sonhado e desejado play2, que comprei há 1 mês, e ainda faltam 9 parcelas para eu pagar e por ironia do destino,toda aquela tromba causada pelo maldito sapato transmitia raiva para as pessoas ao redor e graças ao famigerado salto, consegui ter um quebra pau imenso!
Durante a briga, percebo que o controle do vídeo game estava se mexendo sozinho, e ao puxar o fio: BINGO! Pesquei um gato!!! Fala sério, nem um mês de vídeo game e o mesmo já está riscado pq o gato subiu nele e agora o fio comido! Cadê a ração dele, me fala?
Ainda tive paciência, de ficar até às 23h30 na casa dela, aí acabou totalmente a minha compreensão com o salto alto. Na despedida ganhei um tchau seco, e um “eu te amo forçado”. Vi que deveria fazer o mesmo, porém disse que estava triste e de luto pelo pobre salto que não se encontra mais no sapato...
Voltando para a minha casa, que fica à 4 km de distância, consegui levar duas fechadas e por pouco não fiz de um cachorro, um tapete de asfalto, coitado.
Melhor ir dormir logo, depois de tomar a minha Skol geladinha e fumar meu vigésimo cigarro antes que algo aconteça e eu não possa colocar a cabeça no travesseiro, e agradecer por esse dia tão especial de minha vida.
Cervejeiro
Mas (sempre tem um mas!) nem tudo era tortura quando eu tinha que ir até o ‘lab’. Passava horas dando muita risada por lá, tudo isso por conta dos técnicos que ali trabalhavam: Bobby, Gentefina e Cervejeiro. Os três ralavam à beça por lá, mas também faziam as horas de gravação do meu grupo serem mais divertidas. [Esqueci de citar um fato importante: no meu grupo só tinha mulheres, o que, provavelmente, fazia com que os meninos se esforçassem um pouco mais para atender às solicitações, né?]
Bom, cada um tinha uma característica muito peculiar: Bobby era aquele que serve para ser seu melhor amigo e ponto; Gentefina, como o próprio nome diz, era o mais legal, mais prestativo, mais fofo, mais um monte de coisas, mas (lá vem o 'mas' dinovo!) também não fazia os olhinhos da moça que vos fala brilharem; já Cervejeiro... ele era legal, inteligente, espirituoso, divertido, tinha as melhores sacada, era gato... Eu disse era gato? Pois é, pode-se dizer que era praticamente meu número!
Precisa perguntar se rolou um momento: 'senhor, daí-me forças porque eu namoro'? Não precisa né?! Sim, na época eu namorava, tipo quatro anos e tralálá de namoro. Mas enfim, tava namorando, não tava morta, e olhar e babar não tira pedaço de ninguém, nem faz ninguém ser menos fiel por isso.
O tempo foi passando, o semestre também, meu namoro indo pro brejo (por motivos que não tinham absolutamente NADA a ver com “cerveja” e afins), aquele lance de vc não entender qual é a do cara, se ele é só legal ou tá te dano mole (às vezes a gente não consegue entender de cara qualé, néverdade?). Deu-se que o semestre acabou, as aulas de rádio também e Cervejeiro começou a namorar bem na época que eu estava solteira. Valeu sr. Murphy!
No último semestre já não tinha mais tempo de ir até o lab pra ver como as “coisas” estavam, então sempre conversava por MSN com Bobby e vez ou outra com Gentefina, mas nunca com Cervejeiro. É impressionante a capacidade que a cidadã tem de ter assunto com qualquer pessoa, menos com quem deve ter, isso é fato.
Depois de um certo período de conversas percebo que Bobby começou a me xavecar! Taqueopariu, só acontece comigo né? Eu afim do amigo e vem o outro me cantar! Eu mereço. Isso porque o rapaz já tinha dado inúmeras indiretas a uma outra menina do grupo. Tentei de todas as formas me esquivar, acabei que deixei no gelo por um tempo, pra evitar de ser grossa com o insistente rapaz.
Meses depois, já tinha inclusive terminado a facul, passo a conversar mais com Gentefina por MSN, ainda mais porque eu sabia que agora quem tinha ido para o brejo era o namoro de Cervejeiro. Precisava de fontes, contatos e afins para tentar uma aproximação.
E eis que... recebo uma proposta quase indecorosa de Gentefina (que na ocasião se mostrou bem pouco gente fina – mas isso é conversa pra um outro post...). Lá vai a moçoila sair pela tangente outra vez!
Só pode ser praga! Não é possível! Três amigos, apenas UM te chama a atenção, mas é justamente esse UM que parece não perceber a sua existência! Muphy deve me amar mesmo, ou fez suas leis inspiradas em mim, só pode ser!
Depois dessa pensei: “deixa pra lá, não vou conseguir uma aproximação nunca, minhas chances já se foram mesmo. Burra, burra, burra! Por que não investiu no cara enquanto podia ver ele todos os dias? Vai, fica dando uma de ‘ai eu não posso, ai eu não devo’, isso que dá, perdeu a oportunidade meeeeeeesmo”. Ok, chega de estapear o próprio rosto e volta à realidade.
Meses, muitos meses, depois, eis que parece que Deus resolveu olhar para a moça-boba-que-não-sabe-agarrar-as-oportunidades-na-hora-certa e lhe dar uma nova oportunidade.
Continua no próximo.
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Que diabos é isso?
O que fazer nessa situação?
a) Sentar e lamentar?
b) Ficar atormentando os amigos com histórias de lamurias e reclamações do tipo: eu sou a pessoa mais infeliz do mundo, nada da certo pra mim...?
c) Chorar, chorar e chorar?
d) Pedir com todas as forças para que o ET de Varginha venha com sua nave e te leve pra bem longe daqui?
Ahhhhhhh! Volta pro mar oferenda!
O melhor é rir de tudo isso, né verdade?
O que seria do mundo sem as trapalhadas que acontecem na vida?
Com certeza um lugar muito chato e certinho, credo!
Como diz o ditado: é fazendo merda que se aduba a vida.
E já que a vida dessas quatro mulheres é cheia desses tropeços e palhaçadas –cotidianamente -, a melhor forma de ver o lado positivo (sim! Tudo tem um lado positivo, até aquele queijo vagaba daquela pizzaria ‘chinesa’ que todo o mundo conhece!) é usando o humor e proferindo nossas Epopéias Desvairadas por aí – além de contar com a participação das histórias de bizarrices alheias, lógico....
Divirtam-se!
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